Professor Orientador: Rubens Moraes de Sousa



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Grupo 4 - BARROCO



                                            BARROCO







Origens e Características do Barroco

   O estilo barroco surgiu da crise de valores renascentistas ocasionada pelas lutas religiosas e pela crise econômica vivida em conseqüência da falência do comércio com o Oriente.
   O barroco foi uma tendência artística que se desenvolveu primeiramente nas artes plásticas e depois se manifestou na literatura, no teatro e na música.
   O berço do barroco é a Itália do século XVII, porém se espalhou por outros países europeus como, por exemplo, a Holanda, a Bélgica, a França e a Espanha.
   Na América Latina, o barroco entrou no século XVII, trazido por artistas que viajavam para a   Europa, e permaneceu até o final do século XVIII.
   Os artistas barrocos foram patrocinados pelos monarcas, burgueses e pelo clero. As obras de pintura e escultura deste período são rebuscadas, detalhistas e expressam as emoções da vida e do ser humano.
   A palavra barroco tem um significado que representa bem as características deste estilo. Significa " pérola irregular" ou "pérola deformada" e representa de forma pejorativa a idéia de irregularidade.
Embora o Barroco tenha assumido diversas características ao longo de sua história, seu surgimento está intimamente ligado à Contra-Reforma.
Podemos classificar este periodo em dois estilos literários: O Cultismo e o Conceptismo.

Cultismo – caracterizado pela linguagem culta, rebuscada, ligado à forma, jogo de palavras, com influência do poeta espanhol Luís de Gôngora, e por isso, chamado também de Gongorismo.
Conceptismo – caracterizado pelo jogo de idéias, ligado ao conteúdo, raciocínio lógico, com influência do espanhol Quevedo, e por isso, chamado também de Quevedismo.


Contexto histórico 

   O barroco se desenvolve no seguinte contexto histórico: após o processo de Reformas Religiosas, ocorrido no século XVI, a Igreja Católica havia perdido muito espaço e poder. Mesmo assim, os católicos continuavam influenciando muito o cenário político, econômico e religioso na Europa. Neste contexto,a arte barroca expressa todo o contraste deste período: a espiritualidade e teocentrismo da Idade Média com o racionalismo e antropocentrismo do Renascimento. Contrariando à arte do Renascimento, que pregava o predomínio da razão sobre os sentimentos, no Barroco há uma exaltação dos sentimentos, a religiosidade é expressa de forma dramática, intensa, procurando envolver emocionalmente as pessoas. A escola literária barroca é marcada pela presença constante da dualidade. Antropocentrismo versus teocentrismo, céu versus inferno, entre outras constantes.
   As obras dos artistas barrocos europeus valorizam as cores, as sombras e a luz, e representam os contrates. As imagens não são tão centralizadas quanto as renascentistas e aparecem de forma dinâmica, valorizando o movimento. Os temas principais são: mitologia, passagens da Bíblia e a história da humanidade. As cenas retratadas costumam ser sobre a vida da nobreza, o cotidiano da burguesia, naturezas-mortas entre outros. Muitos artistas barrocos dedicaram-se a decorar igrejas com esculturas e pinturas, utilizando a técnica da perspectiva.
      As esculturas barrocas mostram faces humanas marcadas pelas emoções, principalmente o sofrimento. Os traços se contorcem, demonstrando um movimento exagerado. Predominam nas esculturas as curvas, os relevos e a utilização da cor dourada.
     O pintor Tintorreto renascentista italiano é considerado um dos precursores do Barroco na Europa, pois muitas de suas obras apresentam, de forma antecipada, importantes características barrocas.
     Podemos citar como principais artistas do barroco europeu: o espanhol Velásquez, o italiano Caravaggio, os belgas Van Dyck e Frans Hals, os holandeses Rembrandt e Vermeer e o flamengo Rubens.

Abaixo apresentamos um breve relato sobre o trabalho dos principais artistas do Barroco europeu

Caravaggio

O que melhor caracteriza a sua pintura é o modo revolucionário como ele usa a luz. Ela não aparece como reflexo da luz solar, mas é criada intencionalmente pelo artista, para dirigir a atenção do observador.
  • Obra destacada : Vocação de São Mateus.

Velázquez 


Além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XVII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país, documentando o dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história.
  • Obra destacada:O Conde Duque de Olivares.

Rubens (espanhol)

Além de um colorista vibrante, se notabilizou por criar cenas que sugerem, a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas, um intenso movimento. Em seus quadros, é geralmente, no vestuário que se localizam as cores quentes - o vermelho, o verde e o amarelo - que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas.
  • Obra destacada:O Jardim do Amor.


 Rembrandt

O que dirige nossa atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra, mas a gradação da claridade, os meios-tons, as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa.
  • Obra destacada: Aula de Anatomia.

Barroco em Portugal e no Brasil

   Os dois principais autores Pe. Antônio Vieira e Gregório de Matos tiveram suas vidas divididas entre Portugal e Brasil. Por essas razões, neste capítulo não separaremos as manifestações barrocas de Portugal e do Brasil.
   Em Portugal, o Barroco ou Seiscentismo tem seu início em 1580 com a unificação da Península Ibérica, o que acarretará um forte domínio espanhol em todas as atividades, daí o nome Escola Espanhola, também dado ao Barroco lusitano.
   O Seiscentismo se estenderá até 1756, com a fundação da Arcádia Lusitana, já em pleno governo do Marquês de Pombal, aberto aos novos ares da ideologia liberal burguesa iluminista, que caracterizará a segunda metade do século XVIII.
   No Brasil, o Barroco tem seu marco inicial em 1601 com a publicação do poema épico Prosopopéia, de Bento Teixeira, que introduz definitivamente o modelo da poesia camoniana em nossa literatura. Estende-se por todo o século XVII e início do século XVIII.
   O Barroco brasileiro foi diretamente influenciado pelo barroco português, porém, com o tempo, foi assumindo características próprias.
   A grande produção artística barroca no Brasil ocorreu nas cidade auríferas de Minas Gerais, no chamado século do ouro (século XVIII). Estas cidades eram ricas e possuíam um intensa vida cultural e artística em pleno desenvolvimento.
  O principal representante do barroco mineiro foi o escultor e arquiteto Antônio Francisco de Lisboa também conhecido como Aleijadinho. Sua obras, de forte caráter religioso, eram feitas em madeira e pedra-sabão, os principais materiais usados pelos artistas barrocos do Brasil.
   Podemos citar algumas obras de Aleijadinho : Os Doze Profetas e Os Passos da Paixão, na Igreja de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo (MG).
   Outros artistas importantes do barroco brasileiro foram: o pintor mineiro Manuel da Costa Ataíde e o escultor carioca Mestre Valentim. No estado da Bahia, o barroco destacou-se na decoração das igrejas em Salvador como, por exemplo, de São Francisco de Assis e a da Ordem Terceira de São Francisco.
   O final do Barroco brasileiro só se concretizou em 1768, com a fundação da Arcádia Ultramarina e com a publicação do livro Obras, de Cláudio Manuel da Costa. No entanto, já a partir de 1724, com a fundação da Academia Brasílica dos Esquecidos, o movimento academicista ganhava corpo, assinalando a decadência dos valores defendidos pelo Barroso e a ascensão do movimento árcade.


Abaixo apresentamos um breve relato sobre a vida do principal representante do barroco mineiro o escultor e arquiteto Antônio Francisco de Lisboa o Aleijadinho

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho 


   Seu projeto e realização para a igreja de São Francisco, em Ouro Preto, expressam uma obra de arte plena e perfeita. Desde a portada, com um belíssimo trabalho de medalhões, anjos e fitas esculpidos em pedra-sabão, o visitante já tem certeza de que está diante de um artista completo.
Além de extraordinário arquiteto e decorador de igrejas foi também incomparável escultor. O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, é constituído por uma igreja em cujo adro estão as esculturas em pedra-sabão de doze profetas, cada um desses personagens numa posição diferente e executa gestos que se coordenam. Com isso, ele conseguiu um resultado muito interessante, pois torna muito forte para o observador a sugestão de que as figuras de pedra estão se movimentando.

Características da escultura de Aleijadinho:

  • Olhos espaçados
  • Nariz reto e alongado
  • Lábios entreabertos
  • Queixo pontiagudo
  • Pescoço alongado em forma de V

Breve descrição sobre a música, arte e pintura barroca


Música barroca

    A música barroca é o estilo musical correlacionado com a época cultural homônima na Europa, que vai desde o surgimento da ópera no século XVII até a morte de Johann Sebastian Bach, em 1750.
Trata-se de uma das épocas musicais de maior extensão, fecunda, revolucionária e importante da música ocidental, e provavelmente também a mais influente.
    As características mais importantes são o uso do baixo contínuo, do contraponto e da harmonia tonal, em oposição aos modos gregorianos até então vigente. Na realidade, trata-se do aproveitamento de apenas dois modos: o modo jônio (modo “maior”) e o modo eólio (modo “menor”).

Arte Barroca

    O Barroco é o estilo da Reforma católica também denominada de Contra-Reforma. Arquitetura, escultura, pintura, todas as belas artes, serviam de expressão ao Barroco nos territórios onde ele floresceu: a Espanha, a Itália, Portugal, os países católicos do centro da Europa e a América Latina.
    Além da temática religiosa, os temas mitológicos e a pintura que exaltava o direito divino dos reis (teoria defendida pela Igreja e pelo Estado Nacional Absolutista que se consolidava) também eram freqüentes.
    De certa maneira, assistimos a uma retomada do espírito religioso e místico da Idade Média, numa espécie de ressurgimento da visão teocêntrica do mundo. E não é por acaso que a arte barroca nasce em Roma, a capital do catolicismo.
    A sua grande diferença do período medieval é que agora o homem, depois do Renascimento, tem consciência de si e vê que também tem seu valor - com exemplos em estudos de anatomia e avanços científicos o homem deixa de colocar tudo nas mãos de Deus.
    O Barroco caracteriza-se, portanto, num período de dualidades; num eterno jogo de poderes entre divino e humano, no qual não há mais certezas. A dúvida é que rege a arte deste período.
E nas emoções o artista vê uma ponte entre os dois mundos, assim, tenta desvenda-las em suas representações.

Pintura Barroca

     A pintura barroca é uma pintura realista, concentrada nos retratos no interior das casas, nas paisagens nas naturezas mortas e nas cenas populares (barroco holandês). Por outro lado, a expansão e o fortalecimento do protestantismo fizeram com que os católicos utilizassem a pintura como um instrumento de divulgação da sua doutrina.
     O método favorito empregado pelo barroco para ilustrar a profundidade espacial é o uso dos primeiros planos super dimensionados em figuras trazidas para muito perto do espectador e a redução no tamanho dos motivos no plano de fundo.
    Outras características são: tendência de substituir o absoluto pelo relativo, a maior rigidez pela maior liberdade, predileção pela forma aberta que parecem apontar para além delas próprias, ser capazes de continuação, um lado da composição é sempre mais enfatizado do que o outro.
    É uma tentativa de suscitar no observador o sentimento de inesgotabilidade e infinidade de representação, uma tendência que domina toda a arte barroca.

fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/

Componentes do Grupo: Edna, Heber, Laura, Monique, Rosalia e Susi.

sábado, 28 de agosto de 2010

Grupo 3 - CLASSICISMO

CLASSICISMO (1527-1580)

Quando Gil Vicente encenava sua última peça em 1536, estava em alta o processo histórico que levou o povo português a posições jamais alcançadas anterior ou posteriormente: o Renascimento. Esta é uma escola literária antecedida pelo Humanismo, uma escola literária caracterizada pela descoberta dos monumentos culturais do mundo greco-latino, de modo particular as obras escritas, em todo os recantos do saber humano e por concepção de vida centralizada no conhecimento do Homem e não de Deus. À descoberta, tradução e anotação desse rico espólio de civilização e cultura, parcialmente esquecido e confinado em conventos durante os séculos medievais, segui-se o desejo de fazer ressuscitar o espírito da Antiguidade Greco-Latina. Tais momentos vivenciados e a passagem própria do tempo (como as descobertas científicas e a Reforma Luterana, por exemplo) resultaram na constituição do Renascimento.
As circunstâncias históricas e a situação geográfica confiaram ao povo lusitano um papel de relevo na evolução do Renascimento. Portugal, por meio de alguns estudiosos e particularmente das descobertas marítimas colaborou de modo direto e intenso no processo renascentista: letrados portugueses como os Gouveia (André, Antônio, entre outros), Aquiles Estaço e outros disseminavam as novas ideias em universidades estrangeiras, entre elas a de Paris. Porém foi com a expansão do horizonte geográfico e conseqüências econômicas e políticas, que conferiu ao povo português relevância histórica no período que vem desde meados do século XV até o século XVI. A descoberta do caminho marítimo para as Índias empreendidas por Vasco da Gama em 1498 seguida pelo “descobrimento” do Brasil em 1500, marcou uma série de semelhantes e felizes cometimentos que permitira a Portugal usufruir momentânea, porém intensa euforia, sobretudo durante o reinado de Dom Manuel entre os anos 1495 e 1521.
Foi no ímpeto revolucionário da Renascença e, como desenvolvimento natural do Humanismo, que o Classicismo se difundiu amplamente, por corresponder ao geral e efêmero complexo de superioridade histórica. Ao Teocentrismo Medieval opõe-se uma concepção antropocêntrica do mundo, ou seja, o “homem é a medida de todas as coisas”, conforme Protágoras. Ao teologismo de antes se contrapõe o paganismo, fruto de uma sensação de pleno aproveitamento da existência, provocada pela vitória do homem sobre a Natureza e seus assombros. O saber concreto, “científico” e objetivo tem uma tendência de se valorizar em detrimento do abstrato; um notável avanço é operado no campo das ciências experimentais; a mitologia greco-latina,esvaziada de significado religioso ou ético, passa a funcionar apenas como símbolo ou ornamento ou, em outras palavras, o humano prevalece ao divino.
O Classicismo consistia em uma concepção de arte baseada na imitação dos clássicos gregos e latinos, considerados modelos de grande perfeição estética. Imitar não significava copiar, mas procurar uma criação de obras de arte segundo as fórmulas e medidas empregadas pelos antigos. Parte desta premissa a observação de regras estabelecidas como verdadeiros suportes ou pressupostos da obra literária: os escritores não tinham mais que observá-las, acrescentando-lhes a força do talento pessoal, o que não impedia de despertar e manifestar a qualidades peculiares de cada indivíduo.
As demais características decorrem dessa obediência a regras e modelos pré-estabelecidos. A arte clássica é racionalista por excelência: “Haja a Razão lugar, seja entendida”, como afirma Antônio Ferreira (Carta X, a Dom Simão da Silveira). O racionalismo clássico não significa ausência de emoção e sentimento; apenas pressupõe que a razão exerça sobre eles uma espécie de controle, vigilância, a fim de evitar que “transbordem”. Estabelece-se, desta forma, um equilíbrio entre Razão e imaginação para viabilizar a criação de uma arte universal e impessoal. Todavia essas premissas implicavam uma concepção absolutista de arte: ela deveria expressar verdades eternas e superiores, na medida em que se aproximassem dos arquétipos, ou seja, os modelos greco-latinos.
Os renascentistas tinham o interesse de alcançar o Belo, o Bem e a Verdade, com o aperfeiçoamento do homem na contemplação das paixões humanas colocadas em arte (a catarse dos gregos); esse era seu maior objetivo ético e não a arte pela arte, como prega o Parnasianismo. Os clássicos são formalistas, no duplo sentido de aceitarem os modelos pré-estabelecidos e de valorizarem a suprema perfeição formal em prosa e em poesia: lógica na ordenação do pensamento, limpeza e clareza vernácula gramatical, rigor no que toca a cadência, ordem no poema entre outros.
O Classicismo português se abre e se fecha com poetas: Sá de Miranda e Camões. Em uma visão de conjunto Camões é o grande poeta, enquanto os demais são colocados em um plano inferior, naturalmente ofuscados pelo seu brilho. Os poetas menores de seu tempo agarraram-se às regras clássicas como se bastasse conhecê-las e aplicá-las para criar arte, enquanto Camões utilizava a reunião de “exercícios de arte”, tidos para ele como engenho (eloquência) e arte (talento). Os poetas menores não compreendiam que não deviam aplicar os cânones válidos por si próprios, mas deveriam ser usados como meio de expressão existente em todo artista.

OS AUTORES

1.1 LUÍS VAZ DE CAMÕES


Pouco se conhece da vida de Luís Vaz de Camões. Ele teria nascido entre 1524 e 1525, talvez em Lisboa, Alenquer, Coimbra ou Santarém. Nascido numa possível família aristocrática da Galiza e teria acesso à vida palaciana em sua juventude, de onde teria benefício para sua formação intelectual e durante esses anos, talvez tivesse algum curso escolar. Lê Homero, Virgílio, Petrarca, entre outros autores clássicos.
Talentoso e culto, naturalmente provocaria paixão em damas da corte, dentre as quais Dona Maria, filha de Dom Manuel e irmã de dom João III e, sobretudo Dona Catarina de Ataíde, que por estes amores é afastado da Corte por algum tempo até que resolve se exilar em Ceuta em 1549, como soldado raso; perde um olho e regressa a Lisboa.
Em uma procissão de Corpus Christi em 1552, fere a Gonçalo Borges, servidor do Paço. Ele é preso, mas é libertado sob a condição de se alistar no serviço ultramarino. Em 1556 dá baixa e é nomeado “provedor mor dos bens de defuntos e ausentes”, em Macau, onde teria escrito parte de Os Lusíadas, passando pela Índia anos antes. Acusado de prevaricação vai a Goa para se defender, mas naufraga na foz do rio Mecon, salvando a si e a sua obra, Os Lusíadas, porem perdendo sua companheira Dinamene. Chegando a Goa é preso, mas pouco depois é libertado.
Em 1567 vai parar outra vez na cadeia, desta vez por conta de dívidas. É colocado em liberdade e leva uma vida miserável até que Diogo do Couto o encontra e tenta reconduzi-lo à pátria, onde chega em 23 de abril de 1569. Em 1572 publica Os Lusíadas e recebe como recompensa uma pensão anual de 15 000 réis, que não o tira da miséria em que vive ate o fim de sua vida. Ele morre pobre e abandonado no dia 10 de junho de 1580.
Camões escreveu teatros aos modos clássicos e vicentinos, mas sem alcançar um nível maior de reconhecimento. Ele é conhecido dentro e fora da literatura portuguesa pela sua poesia. Ela divide-se de duas maneiras fundamentais, conforme as tendências predominantes ou em choque no século XVI: de um lado, a “medida velha” com as redondilhas; de outro, a maneira clássica e a medida nova trazida por Petrarca, que era dividida em sonetos, odes, elegias, entre outros. Tendo permanecido viva no decorrer do século XVI, a poesia medieval exprime-se notadamente em sua redondilhas (maior ou menor) e Camões empresta ao velho modo ingênuo, das cantigas de amor ou de amigo, dimensões mais vastas, fruto de suas experiências pessoais e do singular talento que possui. Com a medida nova, ele ultrapassa as limitações formais das redondilhas, seguindo o exemplo da poesia amorosa de Petrarca e outros autores, estruturadas sobre antíteses e paradoxos.
As excepcionais virtualidades camonianas encontram sua plena realização na poesia clássica, onde de certa forma, Camões seria clássico mesmo se não existisse o Classicismo. Por isso ele aderiu vivamente à nova moda e a superou em mais de um aspecto, tornando-se um poeta de grande valia e precursor do Barroco. Nasce daí uma poesia que espelha confissão de uma vida interior torturada, repleta de incertezas e reflexão em torno dos grandes problemas que lhe assolavam o espírito, provocados não só por suas vivências pessoais, mas da consciência de um desconcerto em que todos os Homens estavam imersos.
Partindo das pessoas que amou, Camões pinta, com o auxílio da Razão o retrato da Mulher, formando uma reunião de todas e nenhuma em particular, subordinado a um ideal de beleza perene e universal. Adotando uma concepção racionalista e platônica da bem-amada, o autor ama a mulher não por ela própria, mas por encontrar nela refletido o sentimento do amor em grau absoluto. O poeta procura conhecer e conceituar o Amor, o que consegue realizar somente deixando de lado antíteses e paradoxos. Mas pensar no Amor é sofrê-lo duplamente, de onde a dualidade em que o poeta se encontra expressa, de um lado o sentimento do bem perdido que não alcança mais; do outro o plano da presença da morte, revelando o plano transcendente em que se encontra a bem-amada.
E aqui se encontra o núcleo da poesia reflexiva de Camões: a vida não tem razão de ser e, descobri-lo e pensá-lo é inútil, alem de perigoso, uma vez que ela acentua como é miserável a condição humana. O poeta se vê em um beco sem saída e lhe resta somente procurar o desespero e viver conscientemente a dor de pensar em outras regiões, transferindo sua angústia existencial para outros horizontes: a Pátria, seu passo seguinte e depois Deus, ou razão primeira e última da sem-razão da vida e fonte de um consolo ao poeta enquanto estiver enclausurado no plano sensível.
Os Lusíadas representam à faceta épica da poesia camoniana. É publicada em duas edições simultâneas, uma delas falsa. Considerada como o Poema da Raça, Bíblia da Nacionalidade, a epopéia construiu um retrato da visão própria dos quinhentistas portugueses e ao mesmo tempo uma reportagem do momento em que Portugal atingia o auge de sua evolução histórica.
O núcleo do poema é a viagem empreendida por Vasco da Gama para estabelecer contato marítimo com as Índias (a frota portuguesa saiu de Portugal em 8 de julho de 1497 e chegou em Calicut em 24 de maio de 1498). A obra contém 10 cantos, 1102 estrofes ou estâncias e, portanto, 8816 versos. As estâncias estão organizadas em oitava rima, ou seja, compõem-se com o seguinte esquema rítmico: AB, AB, AB, CC. Os versos são decassílabos heróicos, com cesura na segunda sílaba, ou terceira, ou quarta, na sexta e na décima.

A epopéia se divide em três partes:

I - Introdução (18 primeiras estâncias), subdividida em Proposição (estâncias 1 a 3) em que o poeta se propõe a cantar as façanhas dos barões assinalados, isto é , os feitos bélicos de homens ilustres; Invocação (estâncias 4 e 5), o poeta invoca as Tágides, musas do rio Tejo; Oferecimento (estâncias 6 a 18), o poema é dedicado a Dom Sebastião, a quem deve sua publicação;
II - Narração (Canto I, estância 19_Canto X, estância 144); é de onde parte toda a ação da epopéia, passando pelos fatos históricos de Portugal e a viagem do próprio Vasco da Gama;
III - Epílogo (Canto X, estâncias 145 a 156), parte que traduz o instante em que o autor descobre e confessa que cantava um povo tristemente embriagado com as glórias conquistadas em alto-mar.

A obra constitui uma epopéia renascentista moderna, simbolizando a conquista dos mares pelo navegante português e ao mesmo tempo o domínio do homem da Renascença sobre os elementos da natureza. Em um momento de total antropocentrismo, um poeta que fixa um dos raros momentos em que o homem experimentava com êxito a magnitude de sua força física e moral em um embate de proporções cósmicas. Nesse sentido, a obra ultrapassa o século XVI e adquire valor universal e perene, pois contém a imagem do homem de sempre, ansioso de novas conquistas que lhe dêem a impressão de superar a certeza da própria pequenez e dependência, identificada com a sensação de angústia que acompanha o ato de contemplar os assombros da Natureza.

1.2 FRANCISCO SÁ DE MIRANDA



Poeta português nascido em Coimbra, que sob influência greco-romana, incorporou a nova poética renascentista a seu estilo e introduziu o espírito renascentista na literatura lusitana.. De família nobre, formou-se pela Universidade de Coimbra e, radicou-se em Lisboa, onde freqüentou a corte. Compondo poesias de diversos gêneros contribuiu para o Cancioneiro geral (1516) de Garcia de Resende. Seu estilo começou a se definir a partir de quando viajou à Itália (1521) e entrou em contato com a grande frenesi intelectual do período Cinquecento (1500-1599) do Renascimento. Depois de cinco anos voltou para Portugal (1527), e passou a compor sob influência dos poetas italianos Ariosto, Petrarca e Dante, embora claramente mostrasse um estilo próprio. Introduziu diversas inovações na até então formal da poesia portuguesa, produzindo especialmente sonetos, cartas, canções, elegias e éclogas. Exaltou a vida do campo, o amor e a liberdade em éclogas utopistas, e condenou a expansão marítima do império português e denunciou as injustiças sociais. Pioneiro das comédias em prosa na literatura portuguesa, como com Vilhalpandos (1560), morreu em Tapada, no Minho.
Do ponto de vista artístico, o Renascimento foi um movimento cultural cuja principal característica foi o surgimento da ilusão de profundidade nas obras. Em termos gerais, por definição o Renascimento foi um movimento artístico, científico e literário que floresceu na Europa no período correspondente entre à Baixa Idade Média e o início da Idade Moderna, do século XIII ao XVI, com o berço na Itália e tendo em Florença e Roma como seus dois centros mais importantes. Sua principal característica foi o surgimento da ilusão de profundidade nas obras e, cronologicamente, pode ser dividido em quatro períodos: Duocento (1200-1299), Trecento (1300-1399), Quatrocento (1400-1499) e Cinquecento (1500-1599).
Em 1521, o poeta Sá de Miranda foi viver e estudar na Itália. De volta a Portugal, em 1527, compôs a comédia Estrangeiros, acontecimento considerado marco do Classicismo português. A comédia de Sá de Miranda inspirava-se em modelos da Antiguidade greco-latina, conforme recomendava nova escola.
Além da comédia, gênero teatral de origem grega, Sá de Miranda foi o introdutor do soneto em Portugal. O soneto é uma forma fixa de composição poética, constituída de quatorze versos, repartidos em quatro estrofes: dois quartetos e dois tercetos. Essa forma, de origem provençal, foi consagrada pelo grande poeta humanista italiano Francesco Petrarca. O soneto tornou-se a forma de maior prestígio na poesia lírica renascentista.
Cultivou o teatro e a poesia, esta, dividida entre a “medida velha” e a “medida nova”, que ajudou a introduzir em Portugal; alcançou relevo na égloga “basto” e no conhecido soneto “O Sol é grande...”, graças a uma tensa e vívida reflexão acerca do mundo, por onde flui um dramático sentimento das coisas que ultrapassa o plano temporal e estético em que o poeta vivia. Suas obras foram inicialmente reunidas em 1595.
Sá de Miranda foi também pioneiro, em Portugal, na prática do verso decassílabo, que a pátria do Renascimento distinguiu para expressar o dolce stil novo (doce estilo novo), como era chamado na Itália o estilo do Classicismo. O verso decassílabo clássico, quanto ao ritmo, pode ser heróico (com acentuação na sexta e décima sílabas), ou sáfico (com acentuação na quarta, oitava e décima sílabas).
Em Portugal, o decassílabo foi chamado “medida nova” por ser, até então, um verso incomum na poesia lusitana. Por oposição, os tradicionais versos redondilhos, que até então predominavam, foram chamados de “medida velha”. Após a introdução da medida nova, a medida velha não desapareceu enquanto forma, mas adaptou-se ao espírito do Classicismo.

Grupo : Adriano Leite, Patricia Alves e Silvana Negro.

domingo, 22 de agosto de 2010

Grupo 2 - Humanismo




               O Humanismo pode ser definido como um conjunto de ideais e princípios que valorizam as ações humanas e valores morais. Para eles os seres humanos são os responsáveis pela criação e desenvolvimento destes valores. Desta forma, o pensamento humanista entra em contradição com o pensamento religioso que afirma que Deus é o centro de tudo.

              O vídeo nos mostra vários pontos importantes do Humanismo, entre eles, autores, peças, data e sobre os principais valores dessa epóca.


Adaptação da Peça
de Gil Vicente
A Farsa de Inês Pereira

Inês    -    Ai, meu Deus não agüento, viver assim, a limpar, a bordar, quero a vida aproveitar, quero sair, quero cantar, mas infelizmente estou sempre a trabalhar.

Mãe    -   Minha filham paciência, do seu futuro estou a cuidar, cuidarei com Lianor Vaz, de um bom marido lhe arrumar.

Lianor   -  Bom dia!Na verdade boas novas venho dar. Pero Vaz, um rapaz de boa índole e de bens com Inês quer se casar. Eu lhe trouxe uma carta, para que possa sobre suas intenções pensar.

Inês  -  Fale para Pero que estou a lhe esperar, ouvirei sua proposta e a resposta irei lhe dar.

Pero Vaz   -  Inês, você parece uma deusa, contigo quero ficar, serei sempre fiel, irei sempre lhe respeitar.

Inês  -   Você não me interessa, quero alguém que entenda da vida, quero aproveitar, está dispensado e aqui não precisa mais voltar.

Latão e
Vidal   -  Viemos falar sobre Brás da Mata, moço rico, inteligente, procura uma moça linda como você.Podemos pedir para ele vir lhe encontrar, é o pretendente perfeito pra contigo casar.

Brás
da Mata  -  Sou escudeiro, família nobre, tenho comigo um moço que me serve como um rei, estará a sua disposição para tudo que precisar.

Inês    -  Percebo que és esperto é tudo que eu procurava, aceito o pedido, vamos logos nos casar, para uma vida feliz aproveitar.

Brás  -  Bom! Agora que o casamento aconteceu, algumas coisas irão mudar, você fará tudo do meu jeito, quero muito respeito. Irei viajar, mas nem na janela você poderá encostar.Para garantir meu servo estará de guarda, nem pense em me desafiar.

Servo   -  Sra. Inês uma carta do Brás chegou, informando da sua morte, morreu covardemente quando a tropa entrou em choque.

Inês   -  Notícia melhor não poderia chegar a minha liberdade está garantida, para novamente eu me casar.

Leonor  - Pero Vaz ainda lhe espera, só depende de você, Ficar de luto a chorar, ou a felicidade conquistar.

Inês - Pero, vamos nos casar, aceito ficar contigo, percebo que você é o meu futuro e será o melhor marido.

Pero  -  Você será minha rainha, eu o seu vassalo, viverei para te satisfazer, todos os seus desejos serão realizados.

Ermitão  -  Inês, sempre reparei na sua beleza sem igual, gostaria de lhe ter como amante. Sua vida terá mais sentido, tudo entre nós será sensacional.



Inês - Pero quero que me leve em suas costas ao meu encontro, pois estou muito cansada e preciso chegar deslumbrante. Vamos rápido que não posso me atrasar para sentir os braços do meu amante.

Pero se curvou e a levou para seu amante.

Inês - “É mais vale um asno que me leve, que um cavalo que me derrube”.

Fim

sábado, 21 de agosto de 2010

GRUPO 1


TROVADORISMO

A palavra trovadorismo tem origem no termo trovador, que na época designava uma mistura de poeta e músico (compunham, cantavam e instrumentavam as cantigas). Os trovadores apresentavam-se nos castelos, em viagens realizadas entre os feudos, para entreter as várias cortes, ou nas praças, para divertir o povo.

Sabe-se que o lirismo trovadoresco instalou-se na Península Ibérica por influência provençal, uma vez que esse movimento poético desenvolveu-se durante o século XI na região de Provença, sul da França atual, e depois se difundiu para outras regiões da Europa.

Admite-se que a primeira época literária medieval portuguesa, o Trovadorismo, tenha se iniciado próximo ao final do século XII (1189 com a cantiga A Ribeirinha ou a cantiga de Guarvaia, de Paio Soares de Taveirós) e estendeu-se até o início do século XVI.

Durante esse período, denominado Baixa Idade Média, o feudalismo representou a base do sistema político e econômico da Europa. A sociedade feudal era composta por duas classes sociais básicas: os senhores feudais ou suseranos (doadores de terra) e vassalos ou servos (que recebiam a terra de um suserano). A estrutura social era estamental, ou seja, não permitia mobilidade social e a condição do indivíduo era determinada pelo nascimento.


O rei, nesse contexto, era o “suserano-mor”, pois o senhor feudal tinha obrigação de lhe prestar contas, além de ser seu cavaleiro, companheiro e defensor nas guerras; no entanto, o rei não detinha o poder, devido à própria relação de suserania e à tendência à autossuficiência econômica.

O clero também ocupava papel importante na sociedade feudal, pois a Igreja representava a maior instituição feudal, determinando o modo de pensar e viver de uma sociedade fortemente marcada pela ideia de Deus como centro do universo: o teocentrismo.

Hierarquia dos Artistas:

TROVADOR: Artista completo. Compunha, cantava e podia instrumentar as cantigas;
JOGRAL: Designação não muito precisa, podia referir-se ao saltimbanco, ao ator mímico e até mesmo aquele que compunha suas melodias. De acordo com os seus méritos podia subir socialmente e tornar-se um trovador;
SEGREL: Trovador profissional, via de regra andarilho;
MENESTREL: Músico;
SOLDADEIRA OU JOGRALESCA: Moça que dançava, cantava e tocava castanholas ou pandeiro.


A Prosa Medieval

Embora as cantigas tenham sido o principal gênero composto durante o Trovadorismo português, não se pode deixar de citar as principais manifestações em prosa desenvolvidas nesse período:

- Os livros de linhagem ou nobiliários: contêm narrativas e listas de nomes estabelecendo relações genealógicas entre as famílias nobres (uma das utilidades desses livros era o de, por meio da pesquisa do grau de parentesco, solucionar problemas relativos a heranças e casamentos entre parentes próximos);

- As hagiografias: relatos biográficos sobre a vida dos santos e relatos de milagres, que nasceram sob a influência da cultura clerical;

- Os cronicões: relatos romanceados sobre fatos históricos e sociais relacionados à família real. Grande parte das vezes eram escritos em Latim. Dentre os mais importantes estão As Crônicas Breves do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, de Alexandre Herculano e A Crônica geral de Espanha (1344), provavelmente elaborada por D. Pedro, Conde de Barcelos (m. em 1354), filho bastardo de D. Dinis.

- As novelas de cavalaria: originária da França e da Inglaterra, e derivadas das canções de gesta (poemas épicos que apresentavam feitos guerreiros), eram adaptações ou mesmo apenas traduções de relatos estrangeiros. Convencionou-se dividir as novelas de cavalaria em três ciclos:
Ciclo Clássico: abrange figuras e acontecimentos da Antiguidade clássica, como a Guerra de Tróia;
Ciclo Carolingio: gira em torno da figura de Carlos Magno e os doze da França;
Ciclo Bretão ou Arturiano: tem como personagens centrais o rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda, sendo este o único que obteve certo destaque junto a público português.


A Poesia Medieval

As cantigas trovadorescas foram originalmente escritas em galego-português, uma mistura da língua praticada na Galícia e em Portugal. Recebem esse nome porque eram sempre cantadas, geralmente em coro.

Em relação ao gênero, agrupam-se em cantigas de duas espécies: a lírico- amorosa e satírica.

A estética LÍRICO-AMOROSA apresenta duas modalidades:

Cantiga de Amor:
As cantigas de amor, originárias da Provença (França), apresentam voz lírica masculina, ou seja, é a declaração do sentimento amoroso de um homem subserviente por conta da hierarquia social (o trovador) para a sua amada (dama da corte). O trovador utiliza a cantiga para expressar sua forte admiração e todo o seu amor; cuja realização sabe ser impossível, por uma dama, que será designada, com extremo respeito, demonstrando sua subserviência à mulher.
O ambiente dessas cantigas é sempre o palácio (palaciano) com o trovador declarando seu amor (platônico e idealizado) por uma dama (amada inatingível). Há, portanto, um relacionamento respeitoso, cortês, dentro dos padrões medievais que caracterizam a servidão amorosa.
Essas características justificam a presença de um forte lirismo representado pela “carta de amor” (sofrimento amoroso). Esse sofrimento amoroso era tão intenso que levava o trovador a desejar a morte como única saída para sua grande dor.

Cantiga de Amigo:
As cantigas de amigo são originárias da própria Península Ibérica e expressam o sentimento popular e sua característica marcante é o sentimento feminino, ou seja, a voz (o eu-lírico) é feminina, apesar de a cantiga ser escrita por um homem. Os trovadores escreviam textos denunciando o sofrimento amoroso da mulher, e é ela quem sofre por se ver separada do amigo (amante ou namorado). O ambiente descrito nas cantigas de amigo é a zona rural, sendo a mulher uma campesina.
Além da mulher que sofre as cantigas de amigo geralmente têm outros personagens que servem de confidentes: a mãe, uma amiga, ou mesmo um elemento da natureza que aparece personificado, montando-se uma estrutura de diálogo.

A estética SATÍRICA apresenta duas modalidades:

Cantiga de Escárnio:
Sátiras indiretas com palavras ambíguas, expressões irônicas, sem revelar o nome da pessoa satirizada.

Cantiga de Maldizer:
Sátiras diretas com citação nominal da pessoa ironizada, marcadas pela maledicência. Seus temas prediletos eram o adultério, amores interesseiros ou amores ilícitos (padres).
Usavam um vocabulário direto com palavras obscenas, carregada de erotismo.


Trovadores e Jograis

Os trovadores geralmente pertenciam à nobreza, alguns reis tinham sido poetas. Os responsáveis pela divulgação dessa literatura (oral) foram os jograis. Os jograis eram cantadores, recitadores e músicos que viviam a andar pelas feiras, castelos e aldeias fazendo apresentações. Era sempre assim: a poesia vivia dependente da música; os trovadores compunham e os jograis interpretavam. O instrumento mais comum utilizado pelos jograis nas apresentações era o alaúde. A imagem abaixo mostra um alaúde real bem próximo do que possivelmente utilizavam os jograis.


A poesia trovadoresca se inspirou do provençal. Da Provença, sul da França, vinha a nova modalidade de poesia: a poesia composta para ser cantada.

Principais Trovadores:

- Dom Dinis (1261-1352)  – “o rei trovador”
- João Garcia de Guilhade
- Martin Codax
- Afonso Sanches (filho de Dom Dinis)
- João Zorro
- Aires Nunes
- João Soares de Paiva (o mais antigo trovador)

Muitos artistas ainda em nosso período buscam inspiração nas obras trovadorescas. Aqui deixamos alguns exemplos da presença de traços do trovadorismo nos dias de hoje:


Monica Albuquerque - Arrumação



Renato Russo - Love Song

Pois naci nunca vi amor
E ouço d’el sempre falar.
Pero sei que me quer matar
Mais rogarei a mia senhor
Que me mostr’ aquel matador
Ou que m’ampare d’el melhor.


Observe a letra deste último vídeo e perceba a linguagem utilizada na composição. Há expressões bem interessantes como o caso de “mia senhor”, onde a palavra “senhor” é usada propositadamente no gênero masculino (referência ao “senhor” feudal que está no topo da hierarquia), pois o varão coloca-se numa posição de vassalo, isto é, de servo da mulher por quem sofre por amor.


INTEGRANTES: Camila Guinsani, Fagner Pinheiro, Fernando Ribeiro, Monica de Paula, Sheila Melo, Solange de Almeida.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Publicação de Trabalhos de Literatura Portuguesa








Conforme e-mail passado pela nossa colega Susan, seguem informações sobre publicações em nosso blog.

Por favor, respeitem as datas estipuladas.


Grupo 1 - Trovadorismo
Conponentes: Camila G., Fagner, Fernando, Monica, Sheila, Solange.
Data limite de publicação no blog: 23/08/2010

Grupo 2 - Humanismo
Componentes: Aline, Érica, Karen, Kátia, Marli, Marluce, Renata, Roseli.
Data limite de publicação no blog: 23/08/2010

Grupo 3 - Classicismo
Componentes: Adriano, Patrícia, Silvana.
Data limite de publicação no blog: 30/08/2010

Grupo 4 - Barroco
Componentes: Edna, Heber, Laura, Monique, Rosalia, Susi.
Data limite de publicação no blog: 30/08/2010

Grupo 5 - Arcadismo
Componentes: Andréia, Aparecida, Camila B., Daniela, Priscila.
Data limite de publicação no blog: 06/09/2010

Grupo 6 - Romantismo
Componentes: Ana Paula, Joyce, Juliana, Julieder, Rosana.
Data limite de publicação no blog:
06/09/2010

Grupo 7 - Realismo
Componentes: Ivanilda, Lis e Susan.
Data limite de publicação no blog: 13/09/2010

Grupo 8 - Simbolismo
Componentes: Antonio, Denis, Ivo, Roberto R.
Data limite de publicação no blog: 13/09/2010

Grupo 9 - 1ª Fase do Modernismo
Componentes: Elaine, Emile, Fátima, Joelma, Marizete e Raquel.
Data limite de publicação no blog: 20/09/2010

Grupo 10 - 2ª fase do Modernismo
Componentes: Aersi, Maria Aparecida, Vanessa, Zuleide.
Data limite de publicação no blog: 20/09/2010


INSTRUÇÕES:
Assim que publicados os artigos, o grupo expositor deverá avisar aos demais, para que estes postem comentários, contendo nome e RA.

Por Camila Guinsani

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sejam bem-vindos!

Bem-vindos ao nosso blog de literatura!
Sintam-se à vontade para escrever, criticar e compartilhar opiniões, afinal, esta sala é NOSSA!

:)

Por Camila Guinsani